PS4 - WOLFENSTEIN THE NEW ORDER

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Wolfenstein: The New Order é o novo jogo da clássica franquia de FPS dos anos 90, que acaba de chegar aos consoles da Sony e Microsoft, além de também uma versão para PC. Com gráficos e jogabilidade renovada, mas preservando o clima que consagrou a série, o game se arrisca no feroz mercado de shooters modernos. E não é que deu certo? Confira a nossa análise.

Review: Wolfenstein: The New Order (Foto: Divulgação)
Review: Wolfenstein: The New Order (Foto: Divulgação)

Império Nazista

Já pensou se os nazistas tivessem vencido a segunda guerra mundial? Se na realidade é difícil de imaginar Hitler e seu exército no topo do mundo, a MachineGames tratou de alimentar a sede de vingança daqueles que dariam tudo para derrotar o tirano com suas próprias mãos – ou melhor, as de BJ Blazkowicz.

No game, após 14 anos em coma, o soldado americano desperta em um mundo dominado pelos nazistas, e busca forças nos poucos membros da resistência para derrubar o império espalhado por todo o mundo. O problema é que quase uma década e meia depois, os inimigos tiveram tempo de sobra para fortalecer o seu arsenal, que agora conta com robôs gigantes, soldados de ferro e até cães modificados com partes mecânicas.

Lutar contra os nazistas nunca foi tão complicado (Foto: Divulgação)
Lutar contra os nazistas nunca foi tão complicado (Foto: Divulgação)

A nova ordem

Rodando, The New Order aposta em mecânicas mais atuais para contar a trajetória do personagem. Recursos comuns como botão de corrida, mira para as armas e golpes corporais foram incorporados ao estilo mais clássico do jogo, que por várias vezes lembra games da geração passada.

Diferente do que possa parecer, isso não é problema. O resultado da mistura de referências é bastante agradável, com um jogo de controles rápidos e precisos, sem abrir mão de recursos mais modernos.

Um dos principais charmes é a possibilidade de se usar duas armas ao mesmo tempo, uma em cada mão. Apesar de sacrificar um pouco da precisão, a opção duplica o poder de fogo, transformando Blazkowicz em uma máquina, especialmente a curtas distâncias.

Jogabilidade moderna com toques oldschool (Foto: Divulgação)
Jogabilidade moderna com toques oldschool (Foto: Divulgação)

Fogo e gelo

O progresso une as esperadas partes de carnificina extrema a passagens mais tensas, onde é necessário se esgueirar silenciosamente pelo ambiente eliminando soldados apenas com uma faca e a própria coragem.

A variação entre os tipos de objetivo é extremamente bem implementada, eliminando qualquer possibilidade de tédio durante a campanha um tanto longa, especialmente se considerado o padrão dos shooters mais atuais.

Outro fato que ajuda muito na missão de manter o interesse no game é a bela narrativa, abençoada com um ritmo invejável e muito bom gosto. Em vez de só abrir caminho pelos corredores baleando centenas de inimigos, The Order cria um vínculo importante entre o jogador e os personagens, destacando a nobreza dos objetivos dos rebeldes.

Passagens stealth são parte do banquete de The New Order (Foto: Divulgação)
Passagens stealth são parte do banquete de The New Order (Foto: Divulgação)

Exército preguiçoso

Os inimigos vão de meros soldados a robôs dotados de cérebros humanos, e aparecem em boa quantidade durante a campanha. Até existe alguma variação entre os modelos, mas nos momentos finais é fácil reparar na constante repetição de unidades.

Apesar de quase sempre bem armados, os inimigos passam longe de serem muito espertos. Isso faz com que eles se posicionem de forma bastante pobre no cenário, se tornando alvo fácil para o jogador. Também não são raros os casos de soldados que sequer reparam na presença do herói nos recintos, mesmo depois de um escândalo de balas e gritos de seus companheiros

A fórmula, cheia de pontos fortes, também mostra acentuados sinais da idade, como na incômoda necessidade de se pressionar um botão para coletar cada um dos itens jogados no chão, desde munição até armas e granadas.

A inteligência artificial não é nada brilhante (Foto: Divulgação)
A inteligência artificial não é nada brilhante (Foto: Divulgação)

Beleza entre gerações

Considerando as versões para tanto para games da nova geração quanto os já enfraquecidos Xbox 360 e Playstation 3, Wolfenstein: The New Order tem um visual bacana, com o destaque para PS4, Xbox One e PC.

O jogo chama atenção pelas texturas de alta qualidade, que fazem armas reluzirem, assim como partes específicas dos cenários, que exibem efeitos de iluminação e partículas espetaculares.

As cenas em CG são muitíssimo bem feitas, mas os modelos deixam um pouco a desejar durante o gameplay. O problema fica mais evidente em personagens menos importantes, que claramente não têm expressões e modelagem muito trabalhadas.

As versões de 360 e PS3 não contam com a mesma qualidade gráfica, mas fazem um excelente trabalho ao reproduzir a experiência das versões mais modernas em aparelhos de hardware tão inferior. Por vezes, o visual das versões chega a equivaler os consoles de nova geração.

Wolfenstein: The New Order (Foto: Divulgação)Wolfenstein: The New Order (Foto: Divulgação)
 

A apresentação se completa com uma parte sonora extremamente caprichada, tanto na dublagem de qualidade, quanto na seleção de trilha sonora e efeitos das armas. O diversos personagens tiveram suas personalidades e até mesmo sotaques bem capturados, agregando mais imersão ao clima tenso e urgente do game.

A campanha principal pode ser terminada em pouco menos de 15 horas, com a adição de mais algum bom tempo caso o jogador procure os diversos itens espalhados pelos cenários. Após terminar o game, poucas opções restam ao jogador além de conferir algumas concept arts ou iniciar a jornada novamente em uma das quatro dificuldades disponíveis.

Fonte: Techtudo

Estado: Usado
Marca: MachineGames
Categoria: Playstation 4

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