PS4 - THE ORDER: 1886

Ref: 711719100034

R$8,00

Os cavaleiros da Ordem

The Order apresenta um universo retrofuturista que conta a história da Ordem, uma sociedade especial que, graças à descoberta de um misterioso líquido, conhecido como “Água Escura”, consegue prolongar a vida de seus combatentes.

O jogador assumirá o papel de Sir Galahad, um destemido membro da Ordem que, ao lado de outros heróis da Távola Redonda - como Lady Igraine, Sir Perceval e Marquês de Lafayette -, deve lidar com complicações da Revolução Industrial. O esquadrão da Ordem é encarregado de combater seres conhecidos como “Mestiços”, indivíduos que se transformam em licantropos sedentos por sangue.

Além disso, Sir Galahad precisa encarar exércitos de rebeldes, que vão fazer de tudo para causar problemas à coroa britânica. Embora as ideias sejam promissoras, são raros os momentos em que The Order consegue envolver o jogador com algum acontecimento. Isso porque tudo é muito superficial e vazio.

O game é tecnicamente impecável, mas deixa a desejar em outros fatores (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
O game é tecnicamente impecável, mas deixa a desejar em outros fatores. (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
 

Tenha em mente que a trama The Order não é ruim. O problema é que certos fatos são apresentados aleatoriamente ao jogador e, mesmo com tantas cutscenes acontecendo em tempo real, há poucas cenas elucidativas. Apesar do título apresentar uma narrativa morna, existem trechos comoventes aqui e ali que até dão a impressão de que a história ganhará ritmo.

Tudo é lindo, mas…

Desde quando o título estava em desenvolvimento, a Ready at Dawn vendeu a ideia de uma experiência cinematográfica digna do Oscar. A Era Vitoriana, por exemplo, é muito bem representada por personagens convincentes, além de cenários emocionantes.

Além disso, os detalhes dos tecidos das roupas, dos rostos dos personagens apreensivos e dos fios de cabelo esvoaçantes exibidos durante a missão de invasão do dirigível, por exemplo, são apenas alguns caprichos que, somados a texturas impressionantes e efeitos de iluminação que simulam a realidade, enaltecem a parte técnica do produto. A qualidade gráfica é tão gritante que, em certas ocasiões, chega a ofuscar a jogabilidade desinteressante que assombra a campanha desde o início.

Visual do título é o que mais surpreende (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
O visual do título é o que mais surpreende. (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
 

O game adota uma perspectiva de 21:9 para tornar a experiência ainda mais cinematográfica. Entretanto, as duas tarjas pretas localizadas nas extremidades da tela não só incomodam, como interferem diretamente no desempenho durante os combates. Afinal, você estará tomando tiros por todos os cantos sem conseguir detectar os inimigos, já que o campo de visão estará bastante limitado.

Na parte sonora, The Order deixa qualquer longa-metragem com inveja, uma vez que presenteia o jogador com composições maravilhosas. A qualidade musical, assim como o impecável trabalho visual, deixa bem claro que o jogo foi projetado para ser admirado.

Quando o protagonista resolve parar de falar para atirar em rebeldes, The Order consegue quebrar a monotonia para se livrar um pouco da experiência medíocre e meramente fotorrealística. O arsenal de armas é composto por equipamentos incríveis, como pistolas, escopetas, metralhadoras e armas científicas criadas por Nikola Tesla. Galahad, o nosso herói, é capaz de incinerar inimigos com um Fuzil de Termita ou ainda eletrocutá-los e decapitá-los com rajadas de raios.

The Order: 1886 conta com um criativo arsenal de armas (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
The Order: 1886 conta com um criativo arsenal de armas. (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
 

A partir de uma perspectiva em terceira pessoa, o protagonista pode abusar do sistema de cobertura à la Gears of War para se proteger de granadas, tiros e explosões. A mecânica funciona bem, porém, o tiroteio não dura o bastante para empolgar. É até injusto compará-lo a franquia exclusiva da Microsoft, uma vez que os games protagonizados por Marcus Fenix deixam o jogador se divertir no comando do herói.

Além disso, mesmo que você esteja jogando no nível difícil, os inimigos ficarão parados esperando tranquilamente pelas suas ações. A inteligência artificial dos rebeldes deixa a desejar. Não podemos dizer o mesmo das raríssimas batalhas contra os licantropos. Ainda que sejam confrontos esporádicos (quando não são QTE), as aberrações são mais difíceis de serem abatidas, já que elas são rápidas e se escondem atrás de objetos.

É muita ordem para pouco jogo

The Order tinha potencial para ser uma verdadeira obra de arte, um daqueles raros games de se ter guardado a sete chaves na prateleira e, vez ou outra, tirá-lo de lá para apreciá-lo novamente. Desde o primeiro minuto de jogatina, a Ready at Dawn faz questão de segurar firmemente a mão do jogador para guiá-lo por um caminho linear, inexplorável e sem alma.

A jornada é demasiadamente limitada e linear (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
A jornada é muito limitada e linear. (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
 

A Londres da Era Vitoriana parece até uma miragem, visto que nada do que se vê é palpável. É como levar uma criança para dar uma volta em um parque de diversões e pedir para que ela fique apenas olhando os brinquedos ao invés de se divertir.

As nossas oito horas de jogo foram basicamente constituídas por cutscenes, quick time events, caminhadas entediantes e confrontos que terminavam antes mesmo de começar (tudo praticamente na ordem citada). O excesso de linearidade é bastante frustrante, especialmente quando o protagonista caminhava vagarosamente pelos limitados ambientes, incapacitado para interagir com os elementos. Além disso, os itens colecionáveis podem ser vasculhados, mas são irrelevantes.

Durante uma cena intensa em que um licantropo persegue o cavaleiro, por exemplo, ao invés de confrontarmos a criatura utilizando armas e estratégias de combate em tempo real, nos deparamos com um quick time event engessado e pouco impactante. Digamos que apertar botões em determinados instantes é até legal - funcionou muito bem em God of War, por exemplo. Porém, The Order utiliza o recurso em excesso e o pior de tudo: em passagens erradas.

São raros os combates contra os licantropos (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
São raros os combates contra os licantropos. (Foto: Reprodução/Victor Teixeira)
 

Por ser praticamente um filme, The Order também não decepciona no quesito dublagem. Inclusive, o material está todo em português, e as vozes emprestadas pelos dubladores aos personagens combinaram muito bem com as peculiaridades de cada um.

Fonte: Techtudo

Estado: Usado
Marca: Ready at Dawn
Categoria: Playstation 4

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